Momentos Reflexivos:palavreando, fotografando ...
Boca que não cala!Olhos
atentos!Coração na ponta da língua! Razão na ponta da língua!
Dual criativo,perceptivo ...
registrado.
No direito ou avesso,emotividade,
sensibilidade!
Crônicas ou poesias, transpareço!
Câmera na mão, transpareço!
PENSAMENTAR é: SER CRIADOR, que se faz SER,CRIATURA!
É ARTE DO PROSEAR, POETAR, POETAR-PROSEANDO,PROSEAR- FOTOGRAFANDO e,ou MUSICANDO.
Tata Junq
Mais uma amiga "foi embora". Onde? Eu fico com minhas dores e saudade que já dói. Quero entender o porquê dos males físicos, o poder do Câncer ainda devastador. Deus,se há manipulação para que a doença não se estabilize ou haja curas, é o horror do "CIRCO-TERRA"!!!!! Degradação total do ser humano. Vale mais o Capital em jogo? O dinheiro manipula a dor? As indústrias farmacêuticas e Governos mandam nos desmandos incoerentes e insanos? Deus! ( Se há um!) Que justiça é essa? Que Mundo é esse? Por que expiamos,a quê? Divino seria amar incondicionalmente. Divino é família,núcleo-social,que em alegrias e muito mais nas dores,cala,sofre,acompanha e se esmera para acalentar a vítima das doenças. O amor doído,partilhado,sofrido,lutador. Deus! ( Se há um!) Por quê? Deus! ( Se há um!) Morrer,deveria ser uma transferência,com escolhas,sem dores morais,físicas,emocionais. A DOR é correnteza degradante e vil! Deus! ( Se é que existe!) Não aceito a dor como correção ou crescimento,ou como castigo,ou como sinônimo evolutivo. A dor é desordem! É desamor! E doenças terminais,degenerativas ou crônicas,são fomentos da dor. Sofrimentos inúteis! Lutas,inúteis. Eu vi a "dor", bem de perto, de alguns que se foram _estava junto na transição. Vi muitos que foram,acompanhando-os de perto, vendo paulatinamente o fim chegar e o sofrimento estampado em cada rosto,em cada corpo. Não tenho respostas. Não tenho medos para o meu fim, nem de golfar o que penso! Tenho inconformismos! Incomodam-me as razões não esclarecidas. Incomodam-me a falta de entendimentos,limitando nossas capacidades intelectuais. E, não me venham,com embasamentos medíocres.... que não somos evoluídos o suficiente para entendermos o Universo e seus afins! Muito menos, estar bem com os pés na terra, e saber que uma amiga deixou de ser operada por falta de leito em UTI ... Ahhhhh .... que gana dá!!!! Eu "sou afim" de saber,a razão do sofrimento de cada ser. (Não estou nem aí se ele está próximo a mim ...ou lá na conchinchina !!!!) Eu "sou afim", de cobrar dos seres evoluídos e capazes,que me mostrem ( e a todos),os caminhos das curas e os achados para finalizar e evitar doenças. ( Porque afirma-se que foram achados.) Eu "sou afim" de "botar a boca no Mundo",injuriando-me a cada término de vida em sofrimento,sem dignidades, e na luta em vão de cada criatura. E hoje choro,brado,inconformismos, na coragem que me compete,sempre! Uma amiga,de alma boa,limpa, morreu à míngua,cancerosa,e devastada foi cada parte de seu corpo. Pra quê? Por quê? Sem respostas,sem um Deus! Menos,sem dor!!!!!! Tata Junq
A noite dorme. Meu ser acordado, geme conflitos. Escrevo, tingindo o papel, em azul. Azul é a cor, do mar-de-meus-pensamentos. Azul é o céu, de cada canto, do córtex-cerebral. Azul sou eu, borrada de lágrimas. Azul sou eu, nos engasgos emocionais de agora. Pedra azul,a ser lapidada. Joia bruta,rara, esquecida nos confins, Universo-Negro. Sou água. Sou vértice. Sou pedra. Sou tinta,fresca. Sou pensamento. Sou você. Sou vocês, e não sei, ser eu, somente. ( Não sei ... se aprenderei.) Tata Junq
Chá pra dois? Sem brindes, na tela fria. Você lá, eu cá. Eu cá me perco. Você lá,confunde-se. A tela fria, vê, fala, eclode e faz da distância, a pequenez do sentido. Você lá, eu cá. Irrealidade-absurda. Só dedilhar o off! Pluft! Somos mais nada. Tata Junq
No remanso das águas, meus pés gélidos e sós. Cristalinamente vistos,perdidos,parados. Ouso agitar as águas,num gesto afoito,desmedido em forças. Espalhei águas, mas não saí do lugar. Provei da minha solidão. E doeu tanto,tanto,que nem sombra fiz, mesmo usufruindo de um Sol-de-Verão. Tata Junq
Rendi-me à dor. Rendi-me ao óbvio. Rendi-me à vida. Rendi-me aos Céus-em-movimentos. Rendi-me, sem o querer,querido, ópio de meus sentidos, num tempo, esclarecido, sem querer saber, se destino-cumprido, você. Faz sentido? Tata Junq
Visão sem ciscos, sem riscos, sem cistos, clara, não-doentia, centrada, operante. O vulto ido, depois do abraço, prum espaço, um onde, sem quando, com porquê. Perdi-me de você. Tata Junq
Que não a dor, pra falar de amor? Que não alegrias, pra falar de amor? Entre gemidos, e sorrisos, valseio, no baile-da-vida, tão gigante, no som toante, em sinfonia. Sem par, sem ar, sem hora, amando, amar. Tata Junq