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quinta-feira, 3 de julho de 2008

"LIbertas quae sera tamem"



De forma geral, a palavra "liberdade significa a condição de um indivíduo não ser submetido ao domínio de outro e, por isso, ter pleno poder sobre si mesmo e sobre seus atos."
( Ref. enciclopédias)
Ingrid Betancourt é resgatada das Farc, após 6 anos de "cárcere".
A liberdade recuperada dessa franco-colombiana será realmente, como dizem, um duro golpe para a guerrilha? Ela enfraquecerá? Já está enfraquecida desde a morte do seu líder?
Guerrilhas, exércitos, ex-reféns, reféns ... vocábulos que soam mal aos nossos ouvidos pacifistas.
Qual a lógica de tudo isto? Um ser foi "sugado" por 6 anos e hoje volta à cena. Possivelmente está com malária, leishmaniose, hepatite B ... dizem. Somente essas seqüelas físicas? As emocionais?
Esse resgate, sabemos ser um trunfo político. Presidente Uribe e Bush, aliados. O lema de Bush é "levar os que violam os direitos humanos à Justiça" ... Uribe por sua vez defendeu negociações de paz com grupos paramilitares de extrema direita. "A decisão do meu governo é de total apôio à justiça para que a Colômbia supere difinitivamente o tempo do terrorismo."
( o Globo)
Deixemos outros motivos possíveis para essa "união"... o que importa agora é a questão mais dramática:- o dano psicológico, causado às vítimas da guerrilha. Acredito, que marcas, profundas, foram geradas pela falta de liberdade, por cárcere estúpido, cruel, vil! E não vamos esquecer que esses seres possuem famílias, que sofreram e sofrem e são igualmente vítimas.
E pensar que o povo Colombiano ainda convive com dois outros grupos, igualmente violentos: o Exército de Libertação Nacional - ELN e o AVC, as Autodefensas Unidas de Colômbia ... Difícil, ein?!
Humm ... "Narcoguerrilheiros" ... Ciência do domínio, na América Latina, do narcotráfico - que sempre foi e será preocupante.
Abre o olho, Brasil! Temos motivos!
Ocorre-me o lema da nossa Inconfidência Mineira, marcante e apropriada ao dia de hoje: "Libertas quae sera tamem". Liberdade, ainda que tardia.

Tata Junq

quinta-feira, 17 de abril de 2008

O que dizer da morte...



Houve avisos que minh'alma não entendeu. Falei e fiz registro sobre a morte na minha página do Orkut ... comprei um livro cujo título é"Cura dos Traumas da Morte"... o li, fiz registros nas próprias páginas ... e continuei despreparada.
Hoje, data a morte de uma grande amiga. O câncer a venceu. Ou ela o venceu e se libertou?
Ah, Sueli ... grandes asas!!!
Voou longe, livre, livre da dor ... deixando no ninho do amor, seu filho, tão amado, tão jovem.
O quê dizer da morte? É passaporte certo para que valorizemos a vida e a presença dos que amamos. Sim, enquanto há ainda tempo.
Então digo, de forma antecipada, morrerei um dia, é fato. Carregarei no entanto, todas minhas verdades... alma livre de hipocrisias, transparente como riacho virgem ... esperando não haver lamentos ... porque aprendi que o importante é vivenciar o hoje , o que posso, o que me permito. E quem fôr companheiro- presente ... não terá do que se arrepender. Não deverá nada! Se é que possamos dever alguma coisa a alguém. Amar é presença. Por quê dos dizeres? Porque assim sou eu ... irremediavelmente irreverente, sonhadora ... mas consciente de tudo e de todos.
Não lamente ... fui feliz da minha maneira ... cantarolando, escrevendo ... escrevendo , amando ... e agindo, sem dúvidas. Lutando com minhas dores, internas e externas ... mas ... autenticamente.
Já fica o registro.
Por enquanto, vivo e me basta.
Entre lágrimas, hoje. O meu sorriso desbotado e triste emudeceu minh'alma.

Tata Junq