Momentos Reflexivos:palavreando, fotografando ...
Boca que não cala!Olhos
atentos!Coração na ponta da língua! Razão na ponta da língua!
Dual criativo,perceptivo ...
registrado.
No direito ou avesso,emotividade,
sensibilidade!
Crônicas ou poesias, transpareço!
Câmera na mão, transpareço!
PENSAMENTAR é: SER CRIADOR, que se faz SER,CRIATURA!
É ARTE DO PROSEAR, POETAR, POETAR-PROSEANDO,PROSEAR- FOTOGRAFANDO e,ou MUSICANDO.
Tata Junq
Um céu azul,sereno. Respirei fundo,perdi-me nele. E, busquei o Infinito,tão infinito e incógnito. E, o dia fluirá,sem resistências. Gostaria que não fosse carregado de mesmismos. Já respondi mensagens ... "falei" com pessoas do outro lado do Mundo ... A tecnologia nos faz "vivos" e nos "prende" também...como gaiolas,para pássaros-cativos. (Estes não alçam voos livres.) Vezes,sinto-me pássaro-engaiolado pelo Sistema. E,permito-me isto. Entre lástimas,correrei o dia,se feliz,contente ou triste,não sei. Metade dele,já foi. São exatamente :13:00hs. E, no meu tempo-inventado,cabe um sorriso-meio-tristonho ... buscando um possível,inteiro,contente. Tata Junq
E,a vida continua ...não sei se tão bela,nem contente ... mas oportuna,sempre. Eu aprendo a lidar com ausências ... Faz-me falta, como o ar. Faz-me falta, seu sorriso, manso. Faz-me falta, seu olhar, doce, ladino, afoito. Faz-me falta, a sua falta. E, na promessa, coração carrega, seu amor. De coração, pra coração, PONTE, assegurada, no sempre! Tata Junq
Silenciar - um projeto nada fácil! Quisera eu ter a mudez de um morto. Quisera eu ter a boca murcha,língua calada. Quisera poder selar o pensamento,numa dormência serena e necessária. Mas sou luz-dos-ventos calibrados! Boca que sussurra,que grita, que morde o tempo. E, olhos em buscas incessantes, nada serenos. Meu coração é depósito de lixos,agora em murmurinhos-retumbantes - revirados,amontoados. A solidão é lixo,entulho do medo,agravante. Minha boca saliva a dor, meus olhos vertem lágrimas contínuas. Como calar? No silêncio da noite, minh'alma grita, sem ecos - absurdamente abafada,contida. Angústia! Lixo! Saudade! Lixo! Desamor! Lixo! Frustração! Lixo! Inconformismos! Lixo! E meu diafragma impulsiona,soluços. Eu quero um onde, que nem sei. Um quando que deixei de acreditar. Um o quê,para sonhar. Um você,para amar. Quando esse você,deveria ser eu, juntando pedaços,recompondo a vida. Um amor que perdi, perdi-me de mim e por mim. No silêncio da noite,escuto latido de um cão,distante ... é um guardião ... e há respostas dos outros. Eu falo sozinha,gemo sozinha ... Que lástima! Que merda! Que nada e que tudo! Tata Junq
A ARTE ARTIMANHA NA MANHÃ E TOCA TROMBONES TROMBETAS ILUSÕES. E NOS CLARINS DA AURORA ACORDAM MEUS OUVIDOS E DANÇO SEM COMEÇO OU FIM AMANHECEU MEU PENSAMENTO RIMANDO NOTAS JÚBILO MOMENTO EM MOVIMENTO Tata Junq
A bola rola. O pião gira. Os olhos, reviram águas, qual moinhos. E a vida, voa, mergulha e afoga-se no pranto, móvel, sem moinhos-de-ventos. Saga: tormentos. Tata Junq
Os olhos saltaram do rosto, a alma na janela. Espiaram a tarde morna, sem muito entusiasmo,ou quase nenhum. Tudo é quietude. Busquei algum encanto, mas os olhos deixaram o colorido esvaecer aos poucos ... Foquei o asfalto da rua,cinzento,feio. Houve época que ficou bonito ... nos dias de festas,continha pés alegres, num vai-vem jovial,energético, vibrante. Lembra-me o fogo! ( Das juninas, festas.) Lembra-me Fênix e cinzas. E eu aqui,sem forças,com a alma na janela,atrás da cortina. Tata Junq
Nos braços soltos,busquei o abraço. Você, uma "Natureza-morta"! Tão exposto no quadro-memória. Pintei-o humano. Virou vaso-trincado,sem flor,sem colorido,sombra.
E, na música que escuto agora, "nós não nos conhecemos"? Isso! Nada com nada! Nada, com tudo:nada!
Eu pincel,você lúdico. Ou eu,o lúdico,e você,pincel? No OCIDUL,às avessas:
*NUNCA FOMOS, ARTE!
Tata Junq
Na qualidade da solidão,busco um vazio. E sei do escuro-breu. Tenho olhos de lince,e vejo sombras entre folhas mortas, no chão. Céu de inverno,tem Lua,não inteira,como eu. Mas perco-me em pensamentos loucos. Queria uivos de lobisomem,ventos uivantes, tanto quanto, copas balançando,num compasso desmedido. É bem isso minha alma gritante. Giro meu corpo,sentindo o vento,imponho as mãos,quero mais, quero estonteantes ventos. O frio e a negridão não me assustam. E, magicamente,viro morcega,e voo,voo em busca de luz! Sou Notívaga-indolor! Agora! Tata Junq
(Bico-de-lacre) Canta o vento lá fora. O Sol é ameno,faz frio. Eu vi um pequeno pássaro na boca da gata Bibi. Tentei resgatá-lo, era tão lindinho,de bico-vermelho ... Nada pude fazer,além de pegar aquele corpinho ainda morno. Natureza! Felina-caçadora! Gela-me a alma,diante da consciência de. E,na caça-de-mim,há pedaços triturados. Fazem falta. Ser um todo harmônico - processo ainda difícil. Perdi um pouco "as asas". Vezes,fui Condor,buscando montanhas altas,afiando bico,trocando garras. Hoje,sou tão passarinho-indefeso. O vento lá fora é denunciador da vida,com todos os trejeitos,dando ritmo, o balançar contínuo das folhas,meio que tristes,no inverno. Mas há vida lá fora! E há na certeza o quê nos engula,amedronte-nos ... Quero ser "abocanhada",com dignidades,vertendo amor e tão somente. Tata Junq