sexta-feira, 28 de junho de 2013

Pensamentando & Musicando : Cartas.


Lembranças.




No conteiner azul,bilhetes,cartas,coleção de selos,pesquisas,
pedras ... tudo incinerado,num lampejo de fúria-angustiante  de minha mãe.
Ahhhh ... sobraram as pedras ...
Agora,na memória cartas-acordadas, teimando em ficarem,mas sem o peso das pedras.
E as cartas-asas, que foram via correios?
Talvez guardadas?Gavetas?Caixas?
Ou rumo às sarjetas?
E as cartas inacabadas? São papéis tontos, que rodopiaram de cá e lá,sem rumo.
Hoje,desertas.
E as cartas marcaram um tempo,decerto, para cada destinatário,e a mim, remetente.
Elas foram seres-viventes!
Amo cartas, Amo "cartear" palavras dotadas de cargas emotivas... 
Pois sim! Palavras escritas avolumam sentimentos.
_ Rasguem minhas cartas!
_Ou, não!
Sinto prazer imenso ao escrever,discursando cada palavrinha. Meus pensamentos falam alto,consomem tinta de canetas e papéis.          (Quantos e quantas ...)
Amo cartas "à antiga".
Mas , também sei teclar modernamente,dedilhando cada letra,como se um acorde,nas cordas de violão,ou som das teclas de um piano.
É prazer! É nostalgia! É vida que corre em cada linha ou espaço virtual,em branco.
Que importa?Quem rasgue ou delete?
Eu as guardo, e elas valseiam,dançam funk,dançam rock,dançam xotes ... 
Vivas!
(Dançam na memória.)
Eu as teria , todas , guardadas.
Sabe? Tê-las mesmo, assim palpáveis, reais.
Mas muitos destinos, tiveram ... e, meu baú-memória, salvou-as , a grosso modo. 
Envelheço ... e muitas caducaram também.
Não saberia repeti-las por inteiro. Muitas palavras esparsas, mas marcantes, são lembradas.
Cartas são pássaros,que voam e chegam a um destino.
Queria que fossem araras, ou gaviões.
Coloridas,arruaceiras, ou destemidas.
Quero uma mini carta deixar, na lembrança de hoje.
( à antiga ...rsrsrssss ...bem antiga ...com nexo ou sem.)

São Paulo, 30 de junho de 2013.

Prezado Senhor Juiz dos Juízes.

Venho através desta, fixar, para posterior análise,meu santo
juízo e discernimento lacônico.
Sou louca pela vida!
Deixai-me ficar.
Vias de fato e direitos,asseguram-me o existir.
Sem mais,

Tania Junqueira Soares.


Tata Junq


Palavras ao Vento! Pensamentando & Musicando ... a vida.


Vento, ventania,sopra forte!
Carrega minhas dúvidas, meus medos ...
Depois, aquieta-se, faze brisa-de-amores e gela meu rosto, num sopro bom...
Beija meus ouvidos, e cala minha boca-amarga,sem sentidos e batom.

Tata Junq

Poetando & Musicando : Azul é a cor.


A noite dorme.
Meu ser acordado,
geme conflitos.

Escrevo,
tingindo o papel,
em azul.

Azul é a cor,
do
mar-de-meus-pensamentos.

Azul é o céu,
de
cada canto,
do
córtex-cerebral.

Azul sou eu,
borrada de lágrimas.

Azul sou eu,
nos engasgos emocionais de agora.

Pedra azul,a ser lapidada.
Joia bruta,rara,
esquecida nos confins,
Universo-Negro.

Sou água.
Sou vértice.
Sou pedra.
Sou tinta,fresca.
Sou pensamento.
Sou você.
Sou vocês,
e
não sei,
ser eu,
somente.

( Não sei ...  se aprenderei.)

Tata Junq



quarta-feira, 26 de junho de 2013

Poetando às avessas ....Uma chávena? Virtualidade.





Uma chávena?


Chá pra dois?
Sem brindes,
na tela fria.

Você lá,
eu cá.

Eu cá me perco.
Você lá,confunde-se.

A tela fria,
vê, 
fala,
eclode 
e faz da distância,
a pequenez do sentido.

Você lá,
eu cá.

Irrealidade-absurda.

Só dedilhar o off!
Pluft!

Somos mais nada.

Tata Junq


Pensamentando: Projeto Palavras ao Vento.



No remanso das águas, meus pés gélidos e sós.
Cristalinamente vistos,perdidos,parados.
Ouso agitar as águas,num gesto afoito,desmedido em forças.
Espalhei águas, mas não saí do lugar.
Provei da minha solidão.
E doeu tanto,tanto,que nem sombra fiz, mesmo usufruindo de um Sol-de-Verão.

Tata Junq

Poetando: Rendi-me.



Rendi-me à dor.
Rendi-me ao óbvio.
Rendi-me à vida.
Rendi-me aos Céus-em-movimentos.
Rendi-me,
sem  o querer,querido,
ópio de
meus sentidos,
num tempo,
esclarecido,
sem querer saber,
se
destino-cumprido,
você.
Faz sentido?

Tata Junq

Poetando: Visão.




Visão sem ciscos,
sem riscos,
sem cistos,
clara,
não-doentia,
centrada,
operante.
O vulto
ido,
depois do abraço,
prum espaço,
um
onde,
sem quando,
com porquê.
Perdi-me
de você.

Tata Junq

Poetando: Valsear.



Que não a dor,
pra falar de amor?
Que não alegrias,
pra falar de amor?
Entre gemidos,
e
sorrisos,
valseio,
no baile-da-vida,
tão gigante,
no som toante,
em sinfonia.
Sem par,
sem ar,
sem hora,
amando,
amar.

Tata Junq

Poetando:Saudade.




Gemo flores,
na
saudade,
lambendo
o
chão-depósito.

E,no olhar
perdido,
seu
vulto
sem 
volta.

E,o colorido
da vida,
arco-íris,
virou
nevoeiro,
numa
cidade-vazia,
alma-minha.

Tata Junq

Poetando : Meu avô.



Cheiro de mofo.
Cheiro de morte.
Cheiro de flores.
O chão,
o buraco,
o tiro,
o canhão.

Clarim
na
aurora,
que
não
a
boreal.

As lágrimas,
os ventos,
o
silêncio
posterior,
derradeiro.

Tata Junq

domingo, 23 de junho de 2013




O relógio marca o tempo.
Da vida ,o tempo eu vivo,
sobrevivo, sobre o tempo,
sem nunca ter vivido.
As marcas dele,
indeléveis,sutis.
  O tempo passa,
ligeiro,
na vida
vira fumaça.
Nem tudo é ferida.
Espelho-me no avesso,
do avesso, do ser.
E, me componho,
ávido da vida.
E,despojo-me das vaidades,
desnecessárias.
E no avesso do tempo,
o tempo se fez,
reverso.
Recomponho-me,
sem vaidades,
amo, outra vez.
( Tata Junq / Paulo Silvoski )

sábado, 22 de junho de 2013

Pensamentando & Musicando : A vida.


Não importa o tempo,o vento,o momento,o sentimento ...
Na profundez do fomento:
amo,amei cada instante de vida cumprida, mesmo se ruim,boa,mais ou menos,ou sei lá o quê!
Há lembranças e perfilam em minha mente.
Há pessoas,que perfilam em minha mente.
Há prazeres gostosos,há dizeres doídos,
doidos-varridos,insanos,profanos,ardorosos...
Delicados,também.
Audaciosos momentos,recuados momentos,
introspectivos momentos.
Há bondades somadas,maldades doídas,
sofrimentos trocados,belezas trocadas,almas somadas ...
almas à deriva,almas nos combates e ou debates ...


VIDA!
VIDAS!
E,eu as amo:
VIDAS EM MINHA VIDA!
VIDA CONSUMIDA!
Agora, muito sabor saudade... 
Agora, uma ternura imensa me invade!
Agora,também.,sabor verdade,e atualidade.
Mistura perfeita,no tempo que me cabe.
Ninguém vive só  e em si mesmo, num tempo,integral.
Até um ermitão, busca um animal, não importando a fim de quê.
Creio ser um ser social,por excelência.
Eu lembro,lembrarei,lembrei ... de cada pessoa ao meu redor.
E, não é triste e nem absolutamente,contente.
É,simplesmente.

Tata Junq

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Projeto Palavras ao Vento : Amanheço.




Amanheço.
Meus olhos percorrem a sala, meu sofá extenso...
E lá no módulo distante ,está nossa gata ... bem que ela quis ficar com a cabeça no meu teclado.
Ela lembra-me o Mingau, seu filho.
( Que deitava no meu colo,bem juntinho ao teclado,só faltava contar estórias ... )
Andei querendo colocar Bibi, lá fora , por conta de minhas alergias.
Mas ela atordoava-nos com suas chamadas insistentes e, tem feito frio.
( Mesmo ela tendo o conforto de sua toca,toda quentinha e com manta ... )
Hoje ela permaneceu junto a mim. Aliás, se bem fosse ao quintal, seguir-me-ia ,
cercando meus passos.
( Sempre o faz . )
Carente de atenção.
Hoje Bibi preencheu meu dia, mesmo sonolenta,ora nos sofás,ora nas cadeiras e almofadas ...
e, fez-me companhia, percebendo minhas carências.
E, vem agora lamber meu rosto,sapatear meu peito,esfregar sua cabeça no note ...
( rsrsss ... )
Bom ser paparicada .Também recebo torpedo de um amigo, "mineirinho-bão"!
E dou-me conta que são 05:51 ... 
Amanhece literalmente.
E  sem sono nenhum ,tocarei o dia.
Um café vai muito bem,agora.
Sorrisos cabem bem!
Tenho de espantar o frio  e nem sei porque permaneci sem agasalho na madrugada, 
meu nariz está gelado.
(rsrsrsr...)
Que doideira!
Tenho consciência que deveria estar descansando, mediante fragilidades físicas ...
Mas estar acordada, é vida conquistada.
Por mais um dia,posso!
Incoerências?
Sou uma notívaga,displicente,desobediente,irreverente e de mente, não dormente ...
( kkkkkkkkkkkkkkkk ... )
Assumidamente!
( Tudo pra rimar,convenientemente ... rsrsrss ... )
E o tempo passaaaaaaaaaa... e eu sem graça, ainda.

( Palavras ao Vento.)

Tata Junq


Poetando às avessas : DESAPEGO.





DESATANDO NÓS, de NÓS!

Sinto
ser
sentimento-nativo.

Sinto
ser
racionalismo-nascido.

Sinto
muito
ser
sendo
eu
sido.

Sinto
sentir tanto,
sem sentido.

Sinto,
se não,
o
tempo
vencido.

Sinto 
muito
por ti,
não ter
morrido.

SOBREVIVO!!!

Tata Junq

Pensamentando & Musicando & Ilustrando : Monólogo ( Projeto: Uma Alma Feminina )






(Tradução ...)

É uma dor de cabeça

É uma dor de cabeça
Nada além de uma dor de cabeça
Bate em você quando é tarde demais
Bate em você quando você está para baixo


É um jogo de tolos
Nada além de um jogo de tolos
De pé na chuva fria
Sentindo-se como um palhaço


É uma dor de cabeça
Nada além de uma dor de cabeça
Amá-lo até quebrar seus braços
Em seguida, ele vai deixar você para baixo


Não é justo com amor para compartilhar
Quando você achar que ele não se importa com você
Não é sábio precisar de alguém
Tanto quanto eu dependia de você


É uma dor de cabeça
Nada além de uma dor de cabeça
Bate em você quando é tarde demais
Bate em você quando você está para baixo


Seu jogo de um tolo
Nada além de um jogo de tolos
De pé na chuva fria
Sentindo-se como um palhaço


Não é justo com amor para compartilhar
Quando você achar que ele não se importa, para você
Não é sábio precisar de alguém
Tanto quanto eu dependia, você


É uma dor de cabeça
Nada além de uma dor de cabeça
Amá-lo até quebrar seus braços
Então, ele permite que você para baixo


É um jogo de tolos
De pé na chuva fria
Sentindo-se como um palhaço


É uma dor de cabeça
Amá-lo até quebrar seus braços
Então, ele permite que você para baixo


É um jogo de tolos
De pé na chuva fria



Recebi com dedicação,esta canção ...


 Bem coube,a Uma Alma Feminina ...)





E na chuva fria,as lágrimas confundem-se ...
Sou tola!
Sou tola !
Mil vezes, tola!
E há uma tristeza contida em minh'alma,sequencial como a chuva ...
Permiti o alvo!
O choque,o medo,a insegurança ...
Por que enamorei-me assim tão sem armas,sem protecionismos?
Eu me dediquei,tão inteira ...
Hoje sou sombras de um  ser curvado, cabisbaixo ...
A chuva molha meu corpo,assim tão fragilizado ...
E sinto-me, tão tola ...
Não vês as marcas do tempo?
Não vês meu sofrimento?
Sequer viu-me inteira nos seus braços...
Que esperar de ti,alma pequena?
Nada!
Sinto-me tão tola!
Quero chorar todas as mágoas ...
Quero exorcizar todos meus medos ...
Abandonar as lembranças dos sonhos ruins ...
Seguir a estrada ...
Deixar o Sol penetrar meus sentidos,iluminar sorrisos...
Apanhar com gosto, as flores no caminho,tocá-las e sentir a vibração da vida ... colocá-las no cabelo,serpentear os passos,num ensaio de danças ... rodopiar ao vento,lamber o céu...
E,sentir cada novidade.
A chuva lavou minh'alma ,levou você, pra bem longe.
Assim os acordes da madrugada ...
E serena,admito: - que tola fui!
E os sorrisos substituem as lágrimas.
E os desejos deixam de ser amargos,nos desejos da morte tua.
Quão tola fui!
Impregnei-me das más energias,dos maus desejos,extremistas.
Quão tola fui.
Agora sou estupidamente,bela!
Esguia! Deixando sombras serenas.
Deixei de correr atrás dos pedaços de mim,das sombras-amargas de mim ...
Faço meu compasso!
Que bom poder ser assim.
Sua indiferença não dói mais.
Junto ao toar dos sinos da igreja,meus pensamentos são puros como uma oração.
Nem notei o tempo...andei,andei,andei...
E, cá estou,corpo já seco, sorriso com gosto,num novo-rosto ...
sentada na praça ...
Liberta de seus braços-amarras, eu respiro num alívio tão sem igual...
Os sinos tocam ... convidam-me à vida.
E eu a aceito, numa alegria sem medos ...sem medos ...

(Uma Alma Feminina / Monólogo )

Tata junq















































Link:


É uma 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Do Projeto, Palavras ao Vento: Nunca mais voltou ...




Como máquina de trituração ... moídos estão, meu corpo e alma.
E, paira no ar, uma tristeza desmerecida...
Choro,choro, como sempre faço ...
Os olhos ardem ... o íntimo queima ...
Chorona,eu?
Desde petetica ...
Sou Oceano ...
Queria mesmo era estar no jardim da casa de minha avó ... e entre curiosidades,comer flores ...
E ter no peito sementes germinadas ... para uma florada linda ...
Ahhhh ...queria margaridinhas, miosotes ... e, borboletas saindo até pelos ouvidos ...
Sorrir de tudo isso ... abraçar uma manhã quentinha,ensolarada ...
E perceber que as misérias humanas, servem pra contarmos histórias ... ou estórias?

Era uma vez uma garotinha chorona, que um dia de tão água,virou rio e foi de encontro ao mar ...
E abraçou barcos e gente,numa calmaria,sem igual.
Águas serenas, mansas da cor de seu olhar.
Águas de alma doce,que atirou-se ao mar.
E um dia, de tão profunda,virou correnteza ...
E foi ... e foi ... e foi ... e nunca mais voltou.

Tata Junq

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Poetando & Fotografando & Pensamentando ESPELHO MEU.





Envelheci.
Envelheço.
Tenho espelho!

Dizem
que
meu
olhar
é triste.

Eu diria:
nem triste,
nem contente.

Ele 
está
perdido
no
espelho.

Minh'alma,
doce,
correu
com
ele.

Nem triste,
nem contente,
sumido,
fugidio
e
doente.

Tata Junq