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sábado, 23 de janeiro de 2010

Poetando.




Quero quebrar regras!
Quer quebrar a cara!
Quero amornar a sede de amor!
Quero embelezar a mente!
Quero retalhar a colcha de retalhos!
Quero, que quero
querer!
Romper!
Abranger!
Quero enriquecer meus sonhos!
Quebro que quebro quebrando quebrantes: entoados cantos!
Agora!
Sou eu integrante,
integrada,
intrigante!
Há!


Tata Junq

Poetando: Momentos Reflexivos.




Na patética noite,
conflitos exalam enxofre!!!
E irritadamente esqueço as gentilezas...mas não blasfemo ,
só grunho minhas insatisfações.
O corpo é cansado, e a mente volita necessária.
E teimosamente escrevo e vomito minhas intempéries.
Não quero lembranças.
Não quero instâncias.
Não quero dormir.
Não quero sonhar.
Nada quero ...nada quero, repito a mim mesma.
E vomito dores!
E vomito temores,
de tornar-me um ser intolerante,
insensível e amargo.
A dor hoje não me comove,
só irrita-me.
Hoje sei que não sou.
Hoje sou, mesmo assim.
Não sou interrogação.
Hoje sou: exclamação!
Vomito,
vomito,
vomito e exorciso a dor de falta de amor,
a falta de sonhos.
Vomito a morte do sorriso.
Vomito todo meu mal humor!
Agora sou limão, ácido, azedo!
Agora sou enxofre fétido!
Agora sou constelação sem brilho!
Agora sou terço sem fé!
Agora sou tetricamente, só!
E por hoje ...
é só.
Ponto.


Tata Junq

Poetando: Momentos Reflexivos.




Ainda sinto a palavra adormecida,
no tempo
ido,
vivido,
num breve instante.
Instalada,
ficou a promessa.
E me pergunto:
por quê?
Por que
há de vir
um tempo?
Coração,
calado,
sem sorriso ...
Pra amar,
precisa juízo?
Os vãos dos dedos,
deixam escorrer
o tempo,
a chance,
a luz-verdade.
E,
na saudade,
fica acuada,
a canção melodiosa,
o sorriso-trincado,
de um até breve.
A palavra
adormeceu,
antes
que acordasse.
Não eclodiu.
Não se fez, verdade.


Tata Junq