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sábado, 23 de janeiro de 2010

Poetando.




Canta a cotovia!
Envia
via,
vide est:
gorgear
diurno,
acorde.
E
a vida,
torna-se,
breve encanto.
Ouvidos
registram,
precisão
d'alma:
parada-brusca.
Abafando,
maquiando,
cada
soluço.
Tropeço-d'alma!


Tata Junq

Liberdade/ Momentos.





Dou-te,
agora:
liberdade!
Tesouro-maior!
E
eu
permearei
a
minha.
Troca justa!
Simples,
racional,
lógica,
abafando
o
interno,
inquieto,
flagelado.
A dor
caminha
em
busca
do
F
I
M
!


(Para
que
eu renasça,
novamente!)


Tata Junq

MOMENTOS!




No casulo do desejo: seu beijo!
Um doce por um pensamento teu, buscando o meu!
Parece ser brincadeira de criança ...
Bom molequear a vida!
Bom não ter sonhos desfeitos e buscar alguns direitos ... ao brilho de um novo amanhecer,ao sorriso de qualquer pessoa, à energia do vento, ao som do badalar de um sino,à flor abrindo,ao cão latindo,à música tocando o coração, à borboleta em tarefa, à vibração de um curso natural da vida.
Direito à vida!
Amanhece ... e mesmo entardecida em pensamentos,busco apenas sorrisos.
No casulo do desejo: sorrisos! Que caiam do céu! Em chuva colorida!
"Abra cadabra"!
PLIMMMMM!!!!!


Tata Junq

A boca fala o que o coração sente.





"Boca de forno! Forno! Fazer um bolo! Boloooo!
Fazer tudo que seu mestre mandar?
Faremos com muito gosto!"


Quem ouviu ou participou desta "brincadeira- antiguérrimaaa"?
Nem sabe que ela existiu?
Herdamos! Através de nossos antepassados, colonizadores do nosso "extenso" Brasil!
Mas o que vale hoje , não é o "folclorismo" ... mas a reflexão que é sugerida: o poder da indução!
Que responsabilidade temos ...
Vivenciamos uma crise ética em nosso país.
Aí...vem a pergunta clássica: em quem confiar?
Política ... sem corrupção?
Palavras sensatas, ou não?
Até tem riminha e também muita ironia!
Penso no poder da palavra ... das promessas ...
Desse bolo , não quero fatias!
Nem "mestres"!
E totalmente sem gosto,brigo pra não ter mais nenhum desgosto!
Ahhhhh ... palavras!!!


Tata Junq

Poetando às avessas.




O sonho,
amanheceu revirado,
cansado.
Pernas e pés
sorriram ...
boca andou
ligeira...
Sem eira
nem beira,
anoitece
o
amanhã!
Inverna
o verão ...
Lua
no
chão!
Sol
no
poço!
Cachorro
sem
pescoço!
Avião
no
cais!
Meninos e meninas
cantando
iguais!
Pensamentos
de
pulgas,
infernais!
Ais,
sem
sais!
Normal,
desigual,
virou
mingau!
Cabeça
no
pé!
Pensamento
de
ré!


Tata Junq

Poetando.





Olhos trincados,
como espelho,
que espelha
tripartido
o gosto
fingido
da
razão.
Descolorindo
a
paixão,
buscando
o
teu avesso,
chorou.
E
no
horizonte,
perdeu-se
em
dor.
Cansou.
Fechou.
Como sempre,
amou.


Tata Junq