terça-feira, 11 de agosto de 2015

Pensamentando: Misérias.








As misérias de mim,têm fome.
E as suas?
Todos as tem,assim sem pudores.
Somos imperfeitos,queredores e egoístas.
Amanheço,pensando em valores,não monetários,humanos.
E,não quero perder a fé na humanidade.
Minhas misérias me incomodam,as dos outros,também.
Devo incomodá-los também.
Lembrei-me de uma mala,tipo baú,que ganhei de meu padrasto,há muitos anos atrás.
Estavam depositados nela,coleções minhas e cartas,bilhetes,muitos.
Guardei por muito tempo,pessoas,nos escritos.
Muitas pessoas já se foram.Muitas,nem sei se vivem,ainda.Umas,as vejo ainda.
Um dia,tudo virou um fogaréu.
E doeu.
E se me perguntarem,o que tem a ver o assunto ... eu respondo.
Lembrei-me das docilidades de algumas,e com sabedoria de seus sonhos.
Hoje,as que vivem,são mais misérias ou tesouros?
As que se foram ...como será que tocaram suas vidas?
De algumas tenho conhecimentos.
Quando se jovem,os sonhos são muitos.
Depositamos confianças neles ...acreditamos naquele universo criado,onde cabem sonhos,pessoas,
que julgamos boas.
O progresso das almas ...
As misérias-migalhas de mim,reclamam saudosamente,pessoas.
Muitas,queria por perto.
As misérias de mim,choram saudades incomensuráveis. São egoístas e mostram-me como errei,como aprendi e ainda erro.
As misérias de mim,são vaidades.
As misérias de mim,são pedintes,e deveriam ter-me feito um ser melhorado.
E há uma gama de desculpas que damos às nossas consciências, diárias.
Inventamos.
Não consegui queimar,como meu baú,lembranças,boas e más.
Elas funcionam como pisca-alertas.
Sei que muito mudei,mas não creio ser suficiente.
 Minhas verdades estão acordadas e eu dormindo em pé.

Tata Junq


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