sábado, 16 de agosto de 2014

Transito em mim.




Na tentativa de salvar fotos,daqui e dali,resgates de momentos registrados,vivenciados.
Mas posso muito bem,ter um porta-retrato,imaginário,sem luz ou sombra, ou luz e sombra,num antagonismo brando,ou marcante.
Metaforizando a Metáfora,numa Antítese,bela.

O retrato,sequer ousa estar em minha cabeceira,para que,olhando pra ele,possa dizer :- boa noite,amor!
Ele é perdido no tempo,que não veio,nem vingou,como broto de feijão,semente que foi ou poderia ter sido,pra minha fome-de-amor,saciar.
Eu o seguro,tentando tocar uma imagem,sem viço,sem cor,sem ser,sendo nada.
Um não existir,como um negativo,que a exposição de luz indevida,apagou.
Assim é,a realidade.
Tudo e nada.
Luz e sombra,em mãos,escorregando.
E na solidão-noturna,tenho ciência,da diurna.
E, no vazio dos sonhos,postulo meus -ais.
Amanhece.
Amanheço na solidão,com um porta-retratos,nas mãos,vazio,açoitando,dilacerando,tal qual,mágoas.
E,como um grande poço,sem ecos,engole-me, por inteiro.
Na calada da noite,almejei, poder dizer: - boa noite, meu, amor!
Tata Junq
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