terça-feira, 24 de junho de 2014

Revelação!





(Imagem selecionada do Google.)

Que contradição.
( Dual,até que ...)

A criança de mim,eclode em precisão.
Muitas vezes quer colo.
Mas quer amadurecer,crescer.
A adulta parte de mim,julga-a sem piedades,tola e imbecil.
Num todo desarmônico,sou pedaços.
Se sou pedaços,torno-me inteira.
Nada tiro,nada subtraio.
Não aprendi viver na sombra,fui criada para ser visivelmente,capaz.
Então, não a mato,não a sufoco.
Vezes permito-lhe quereres.


Ela quer estar agora,no jogo de amarelinha,alcançar o céu.
E,capengando, minha outra parte,chega ao inferno.
Céu ou inferno?
Extremos opostos.
Pula uma casa,chega na outra ... e sempre retornam e se encontram.


Cansadas do vai-vem,trocam de jogo,já unidas,tapeando uma bunda de peteca.
(Que vai ao céu,tentando alcançar estrelas ... perdendo penas ... Sumindo,sumindo,sumindo ...)
Mão vazia,mente cheia,corpo cansado.
Simbiose total.
Envelheci.
Um olhar aqui,outro acolá,pés vagarosos,não vamos.
VOU!
Tata Junq


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