segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Poema-conto às avessas!


Era uma vez uma Maria Bonita,
a Dita, cuja!
Que julgava tudo saber,
até sentir sangrar o peso
de um delírio.
Maria Bonita se engana e engana.
Maria Bonita é feia!
Maria Bonita é vil!
Maria Bonita ainda vai
encolarizar-se de si!
Redundante!
Plenamente desconcertante.
Pobre Maria Bonita!
Pobre Maria Bonita,
que não mais bonita.
Pobre, não imaculada,
não é também Maria!
Pobre!
Dita-cuja!
Dita!
Di!
i!
Desapareceu sem rastros.
Nunca foi cometa.
Na verdade, nunca teve brilho.
Falsa brilhante.
Brilhante falso.
Tempero sem gosto,
sonso.
Sonsa!
Já pousou de
onça!
E eu com isso?
E eu com isso?
E eu com isso?
Certeza somente,
não caí
no
seu
feitiço!



Tata Junq
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