domingo, 15 de janeiro de 2017

Do Projeto, Crônicas esparsas: Na memória.

                                                     ( Imagem por pesquisa. / Google.)


Nos guardados,o tempo.
O tempo de espera,o tempo no vento,que voou.
O tempo em tempo de falar a respeito de.
Reminiscências ... trancadas num baú-mala.
Fotografias.
Revirei-o, por muitas vezes, em busca de uma foto tua.
Nada.
Não há.
E cabe à memória desejar-te,mesmo em amarelo ou papel pardo.
Não consigo detalhar tua boca,sem sorriso e dar brilho a teus olhos.
Assim eras,mesmo quando sério ... se boca não sorria,teus olhos sorriam,
num verde-mar.
O tempo passou lerdo e carregado qual chumbo,depois de nossa despedida.
Tenho olhos perdidos na ampulheta.
Ela não é fiel. As areias escorregam rápidas ... e o tempo passou a ser eterno.
Onde estás?
Ou, não estás, entre os vivos?
Sem resposta,a que nunca tive e nem certezas,toco a máquina fotográfica,
antiga como meus sonhos,ou nossos,que outrora foram traçados.
Não há fotos.
Mas eu te tenho desenhado na memória.
Se bom ou ruim,não importa.
Perfeito.
Perfeito retrato,que a memória "grita" ... Não é o "falado",simplesmente.
E consigo,nesta brevidade de tempo,a tua presença.
E te sorrio também.

Tata Junq
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