quinta-feira, 16 de abril de 2015

Do Projeto,Alma Masculina: Eu vi.


             ( Há referências de autoria,vide ao lado esquerdo.)

Ela olhou sorridente a estrada.
Seu sorriso ultrapassou o vidro do carro,fechado,pois estava frio.
Mas ela queria o vento,mesmo assim.
Abriu-o,no automático e dispensou o ar condicionado.
Queria vento.
Queria vento de liberdade.
Acelerou,acelerou ...e,distraindo-se com a imensidão do céu e mar,
que avistava ... não mediu a lei da Física,nem poderia.
Bateu ... rodopiou,indo pra pista contrária,passando alambrado.
Foi ribanceira abaixo.
Voaram sonhos.
Voou a liberdade,no calar para sempre.
Ainda olhou,um olhar embriagado,para tornar-se gélido.
Era tão bonita.
Tão impulso!
Estaria junto à família,aniversário da mãe.
( Rumores...através de telefonemas...)
Que dia mais macabro e triste.
Certamente,o mar perdeu ainda mais a cor,afinal,é um dia cinzento.
O vento frio,congela a imagem triste,desta tarde.
As lágrimas não escorrem na minha face.
Meu olhar ainda é de perplexidade.
Eu vi,cada sequência,estava logo atrás dela,rumo a meu destino,também.
Agora,aqui parado ...mesmo tendo que ir,impactado,fico sem coragem.
Colaboro com as pessoas ...
E, lembro das palavras de minha avó,"pra morrer,basta estar vivo"!

Uma Alma Masculina
(  Do Projeto, Uma Alma Masculina.)
Tata Junq
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