segunda-feira, 30 de março de 2015

APELO.

Como serei desenhada?

No apelo do tempo,não há borrachas,mágicas.
Mas não me mantenhas serena,seria um erro.
Nem coloque peso de grafite em meus pés... deixe-os leve.
Dê-me contorno em asas,no dorso,mesmo que cansado.
Não coloque becos sombrios nas estradas...melhor,apague-os,sim?!
Nem crie muros,não tenho mais pernas saltitantes.
Deixe um banco,abaixo de árvore florida,dando-me sombra...
Deixe-me esquecida.
Disfarce os tremores de minhas mãos,mas desenhe minha bengala de apoio.
Não será preciso suavizar os sulcos da pele,no espaço arado do rosto.
Mas mesmo em preces,deixe-me e mantenha meus olhos fechados,não será preciso serem visualizadores do final da estrada.
Mais um pedido,não apague meu sorriso!!!
(Não terá sentido.)

Tata Junq










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