segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Serei ...



Não sei se passo,
fico,busco rumos,
nesta estrada sombria,
deserta.
Farfalho as folhas ao chão,
e a cada ruído,
sinto o peso d'alma.
A escuridão
 da noite,
não assusta,
favorece o brilho das estrelas,
o sorriso,irônico da Lua.
Aquela meia boca,deslumbrante,
que será  plena.
Há um banco vazio,convidativo.
Sem descanso,vou pegando rumo,
assim,persistente.
Meio sorriso,basta-me.
Quem sabe,um certo dia,
será inteiro?!
Ver-me-ei,plena,no espelho

Tata Junq

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