domingo, 16 de novembro de 2014

Memórias antigas,Além. O Peste

                                                  (Eu conto ...)

                                                   ( Imagem retirada do Google.)
Nascido pra viver,mesmo tendo sido socado na barriga da  mãe.

Crescido beirando esgoto,hoje cospe sangue quente,perdendo dentes.
Assim,esse franzino desdentado,arqueado,ao chão.
Devedor e consumidor de craque (crack),que um dia sonhou ser jogador de futebol.
Moleque-homem,na marra.
Todos olham a cena,ninguém se mete.
Levanta a cabeça,seus olhos brilham fogo,de ódio.
Longe dele o medo.
Longe dele,os anjos.
Levanta valente,desafiador.
E, no levanta e cai,tomando pancadas,arranha o asfalto
e grunhe como bicho,num último sopro e vai.
Na certeza,ninguém pra lamentar.
O peste se foi.
Assim seu cognome,Peste,da moléstia.
Triste sina,a do Peste.

Tata Junq
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