segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Poetando & Musicando ...DOR-DE-AMOR.





                            ( Imagem,retirada do Google.)

DOR-DE-AMOR


Não quero dor.

Não quero a dor.
Não quero ter dor.
Por que,não,
alegrias no amor?
Mas amor de poetas,
é sentido.
Banido.
Varrido,
Expiando,
dor...
Esvaindo dor ...
E na dor,
ausências,
saudades,
falta das verdades,
mortes...
Condolências a mim,
que 
morri tantas vezes.
Uma parte de mim,
renasce,
floresce

dorme.
Uma parte de mim,
é tua,
simplesmente,
amanhecida,
na
solidão.
Morro
todos os dias,
renasço
todos os dias,
sou voz
do
Mundo.
Sou tua dor,
alegrias
ou
horror.
Sou crédito,
débito,
fechando contas.
Sou AMOR.
Quando,sou
DOR.
Vida ou morte.
Céu ou inferno.
Verão de sonhos,
ou
invernos.
Antíteses
ou
Pluralidades.
Metáforas
ou 
Inverdades.
Vezes,

mentiras-verdades-compostas ...
Vezes,
saudades,
das 
verdades.
Sou poeta.
Sou pintor.
Sou músico.
Sou agressor-criador.
Sou quem sou

não sou.
Dual
ou fatal,
União do nada,
do tudo,
do 
possível e impossível.
Sou tua mentira,
quando 
na 
verdade,
não minto,
sinto.
E,
vou musicando,
entoando,
mendigando,
cantando,
escrevendo,
pintando,
filmando,
chorando,
sorrindo,
suando,
vomitando a
DOR-DE-AMOR,
AMOR EM DOR.
AMANDO A DOR.
DORMINDO AMOR.
MENTINDO,
a
DOR.

Tata Junq


*** Como disse Fernando Pessoa:


"O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente...."
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