quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Memórias antigas,além.( Projeto Novo)

Até onde o olhar alcança?
Meu é míope,defasado,cada vez,piorado.
Mas vezes imagino-me sem visão, quão terror,seria.
Então aproveito cada segundinho de alcance ...
Queria ter o baú-mágico, íntegro, e em depositando cada registro,
perpetuá-los.
Mas cérebro morto,rei posto.
Queria estar num lugar assim ... subir e passar cada obstáculo,entre flores,sonhar com amores e chegar num onde,encontrar a porta aberta,e mesmo no vazio,perceber sorrisos, como se regressasse ...
Olhar pela janela,ver o balançar das copas das árvores,escutando o canto dos pássaros ... escutar o ranger do balanço, o riso de uma criança,ver suas tranças no ar ...
Sentir o aroma do café a exalar na casa,ouvir as águas das rodas-moinhos ... e, saber de sua chegada,o saltar do estribo,o olhar amigo,o abraço da mãe,que correu,tirando o avental ... o cão farejador a postos,esperando ser convidado a entrar.
Olhar você,meu irmão,com saudade imensa e ter toda recompensa,de poder estar, poder sentar ao seu lado,escutar suas histórias e segredos guardar ...

Tata Junq

(Imagem retirada do Google.)
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