sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Colher de pau ...vira que vira,saudade.

Interessante ...
Dei plantão na cozinha,ontem.
Fiz doces ... que não é habitual.
E,a colher-de-pau,valseou de lá pra cá,rodopiou ... junto, minhas lembranças,melaram qual açúcar.
Centralizaram um ser, único,minha avó materna.
Lembrei-me de informações de minha mãe,lembranças da fazenda,do hotel ...e,os doces em compotas,armazenados.
"Viajei" para a cidade de Campinas, onde manteve uma pensão,e abrigo de funcionários do BB ( Banco do Brasil.),como literalmente fazia em minhas férias escolares.
Meu olhar resgatou o espaço,seus doces servidos de sobremesa e encontrou o dela.
( Mulher de coragens,lutas, brios,um ícone-exemplo.)
E,pude adoçar minha tarde,mesmo sendo diabética ...
( Cabe aqui, juízo e e risadas ...)
Assim: há pessoas-doces,mesmo que não saibam disso.
Minha  avó,Elizíria Andrade Junqueira,passava-nos um ar de bravuras e fortaleza,de exigências.
Pude estar com ela,por um tempo,na velhice,em nossa casa,somente,das mulheres.
E relembro-me de seu olhar atento às estórias e histórias que eu lhe contava...das nossas conversas,do tempo de amor.
É. Não fazia doces a ela,nem ela pra nós ... mas nas palavras,nossas almas adocicadas,bastavam-se.
Somos mulheres corajosas,está marcado em nossas histórias: vó,mãe,irmã,euzinha ...
E, não chorei,não ontem ... orgulhei-me de estar na cozinha,e mexer no 
caldeirão-doce-de-saudades.

Tata Junq


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