quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Do Projeto, Alma Feminina: Tornou-se breu.



Os olhos ardem ao olhar a tela ...
E somada à irritação do olhar intransigente, mora uma alma irritada também.
Hoje estou sem graça.
Muitas coisas perderam a graça ...
As palavras apelativas que leio, irritam-me também.
Quando a paixão coloca freios, nada recompõe.
Eu quero mais,além.
Eu quero mais que  isso ou aquilo outro...quero profundidades.
Meu olhar hoje é exigente.
Minha boca cospe exigências emergenciais.
Meus dedos teclam meus desejos, nada superficiais.
Como se pintassem uma tela,delineio um rosto que não existe mais,mesmo estando diante de mim.
Borrou no tempo das ausências, e não há tintas para restauração,capazes de o tornar belo, ou humano.
Fugiu no tempo do abandono,perdeu-se,desbotou-se.
Meu olhar perdeu a cor-do-amor.
( Porque não era amor.)
E na rosa-da-manhã,rubra, meu corpo rumou,livre,desta paixão sedutora.
Acabou o encanto!
Volito livre em cada palavra,qual pincelada,que breu,fez-se.
(Hoje, realmente sei,você morreu.)

(Uma Alma Feminina.)
Tata junq

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