terça-feira, 17 de setembro de 2013

Reinventando a vida:Maria-de-todos.

Um cigarro...dois...




Baforadas,suspiros e bufadas de quem é impaciente.
Ela chega,alérgica que é à fumaça?
Qual nada, à falta de grana.
Ele a olha torto, na verdade se pudesse, matar-lhe-ia na porrada.
E ela, malandra, chega perto,gingando o corpo,sensual e o beija sôfrega!
(E pensa em escarrar aquela saliva fétida da nicotina e alcatrão ...)
Mas porta-se condignamente.
É Maria,de todos, e os sabe controlar.
Ele,aperta-a contra o corpo,desliza suas mãos nos seios,bunda e, acocha-se,
preparando o bote.
Entre tesão e raiva,o leite do gozo.
Depois, mãos suadas e vis,apertaram aquele pescoço,que fora beijado,
lambido e mordido,lentamente.
Gozo maior,viu-se no seu olhar, na boca salivante,escumando,o sabor-vingança.
Tempo de paralização ...
Escarrou no corpo dela,quente ainda.
E em delírio,pulou da ponte.

Tata Junq
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