sábado, 5 de janeiro de 2013

Momento Reflexivo: Trago essa rosa ...







"Trago essa rosa ..."

(... às avessas ...)
Trago também espinhos pra picar seu dedão, já que não atinjo seu coração-de-leão.
Quando o inverno chegar, não estarei junto a ti ...nem no outono, nem  na primavera,nem verão.
As estações de mim revoltaram-se,no quebra-quebra de qualquer clima..
A rosa-de-mim,rúbea e serenada,tem viço ...mas foi pro vaso e nem alegra a vida, nem nada.
Num especial dia,colheste-me e  julguei-me notória,importante.
Ledo engano!
Sou rosa,escarlate,com alma de girassol...que move-se em movimentos,conforme o ímã do Sol.
(Solitária por opção.)
( No vaso de cristal.)
Nego, esborrachar-me ao chão.
Nem teus olhos,nem teus encantos passearão sobre mim,   
doce-fel,vingança.
Ai de mim!
Ai de mim!
Morre  o amor,que parecia não ter fim.
(Riminha cretina.)
O amor sequelado,invernou,sequer ousou hibernar para te esperar.
"Hoje o céu está tão lindo ... a chuvaaa ..."
(É refresco.)
Como diria Cecília Meireles: "Em que espelho ficou perdida minha face?!"
(No verão ... outono ... primavera ... inverno?)
Viva a democracia-vivencial!!!!!
No tempo que me cabe e ajusta-se ... sou rosa-poeta-solitária.
Inventar pra quê?
Não me toques!
Não me recolhas ...
E, sequer ouse imantizar-me com seu miúdo-olhar-de-sono.

Tata Junq

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