quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Poetando , simplesmente. VEZES



VEZES

Sou flor que desabrocha,
suave
e que ao vento
balança.

No vai-vem-dócil, dança!

Rosa-menina,
da penca, orvalhada ...
Rosada!
Intocada
e
única.

Sou borboleta
que do casulo,
desaponta.
Rompo!
Abro asas!
Vôo!
Polinizo,
amor!

Sou vento,
forte!
Cortante!
Gritante!

Sou mar,
rompante!
Sou onda!
Bravia!

Sou rio,
no curso, suave,
caudaloso!

Sou tronco,
de raízes,
profundas,
abrindo galhos,
gigantes.

Sou brisa,
morna,
tocante!

Sou poço,
profundo,
guardado.

Sou fogo,
que queima,
sem causar dor.

Sou peixe,
solitário,
preso,
na rede-do-amor.

Porém ...

Sou espelho,
transparente,
sempre!

Sou
ser facetado,
a ser lapidado.

Sou,
eu,
Tata.

Aprendiz,
coerente ou incoerente.

Sou!

Existo!

Tata Junq
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