domingo, 21 de fevereiro de 2010

Poetando às avessas.



Na guerra,
desordenados
enlevos
de paz.
Grito ao seu ouvido
surdo,
bloqueado.

E giro,
no redemoinho
das
saudades...

E nado,
qual peixe
no
aquário
do
medo.

E rolo,
na grama
sem
orvalho.

E queimo
qual
chama
de lamparina.

E surto
em 
glórias,
sedentas,
sem 
águas.

E crispo,
qual
fogo
na
brasa.

E gemo,
sem 
dores, 
sem nada.

E  deliro
no
frio
do
vento.

E amoleço,
qual
sorvete
fora
de
contexto.

E  balanço
qual
folha,
sem
destino,
ao vento.

E arremeço-me
aos
rochedos,
ritualmente.

E anoiteço,
amanheço,
sequencialmente,
afável.

E  adormeço,
ao ritmo
do
inaudível,
pensamento:

Lamento,
lamento,
lamento ...

E,
por hora, 
plaino
no
céu,
sem asas
inteiras.

E,
um
dia,
em meio
ao vento,
ressoarei
meu
canto.

E,
desconsiderarei,
todo
e
qualquer
desencanto.

Na sede da paz,
paz!
Na ponta da
língua,
paz.

E ...
no óbvio,
AMOR.

*****
(  Sou..e serei, eternamente amor! Em meio a qualquer guerra, pacificação! A qualquer momento, amor solidário, verdadeiro, fraterno, limpo ... sorriso nos lábios, créditos à vida! Braços abertos para as oportunidades.
Caminho ...  )

Tata Junq
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