domingo, 14 de dezembro de 2008

Somente palavras de um poeta fantástico: Carlos Drummond de Andrade.

O tempo passa?
Não passa.


O tempo passa?
Não passa
no abismo do coração.
Lá dentro, perdura a graça do amor,
florindo em canção.


O tempo nos aproxima cada vez mais,
nos reduza um só verso
e uma rima de mãos e olhos, na luz.
Não há tempo consumido
nem tempo a economizar.


O tempo é todo vestido de amor
e tempo de amar.
O meu tempo e o teu, amada,
transcendem qualquer medida


E nosso amor,
que brotou tempo,
não tem idade,
pois só quem ama
escutou
o apelo da eternidade.


***Não preciso dizer, ou melhor, preciso dizer da importância desse poeta em minha vida ... sua sensibilidade criativa é ímpar, fantástica ...e toma conta de nossos corações e bocas ...
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