sábado, 26 de abril de 2008

Sobre o amor.


Todo o poeta é um fingidor, já dizia F.Pessoa. E eu acrescento, multifacetado, uma explosão de eus ... total e incondicionalmente emocionado.
Hoje quero falar de amor, universal, pessoal, incondicional ... não importa.
Diz o dicionário: ( e eu acrescento, sinonímias)
1- afeição profunda.
2- dedicação extrema e carinhosa.
3- apego.
4- sentimento profundo e caloroso.
5- carinho; ternura.
6- cuidado; zelo.
7- pessoa amada; ser amado.
8- relações amorosas; namoro.
Diz o dicionário: ( eu acrescento, antonímias )
1- desamor.
2- ódio.
3- aversão.
As sinonímias deixam claro, que é uma afeição. Extremista?
Qual a profundidade?
Mede-se, avalia-se ou sente-se, tão somente?
Não estou preocupada se ele causa espanto, regozijo ou dor.


Onde o amor?


No olhar solidário.
No apelo.
No sorriso.
Nos gestos e
afagos.
No coração.
Na alma.
Nos dedos ... no toque.
No ar.
No pulmão.
Nas veias.
No sangue ...
penetrando soberbo e ignorante
de todo e qualquer mal.


Onde o amor?


No parque,
nas flores,
na relva,
nas árvores,
nos sorrisos irmanados,
ali encontrados.


Onde o amor?


Na canção,
nas notas musicais,
seja lá no piano,
cítaras, violinos, violões.


Onde o amor?


No chão,
na terra morna,
nos passos seguros,
nos inseguros ...


Onde o amor?


Cabe em qualquer espaço.
Agora, no meu possível
abraço.


Quanto às antonímias ... ah, estas deleto agora e para sempre!


No meu espaço,
somente amor.
No meu abraço,
somente amor.
No meu sorriso,
somente amor.
Na minha alma:
menos dor.


Ah, o amor ...
tão frágil
tão forte
tão fácil
tão difícil
tão seguro
tão inseguro
tão dolorido
tão ameno
tão antagônico.


Ah, o amor!


Perene?
Pra sempre?
O que importa?
Amemos amar... e ... tão somente.
Amemos amar!
Para sempre e desde sempre.
Tata Junq
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